quinta-feira, maio 03, 2007

Aula 10

TIPOGRAFIA / TIPOLOGIA

Tipografia é conhecida como a impressão dos TIPOS e está desaparecendo com o desenvolvimento do computador.

Tipologia é o estudo da formação dos tipos, essa por sua vez cresce a cada dia. Mas no final, a nomenclatura utilizada é tipografia, assim como fonte virou tipo, atualmente.

O termo tipo é o desenho de uma determinada família de letras como, por exemplo: verdana, futura, arial, etc. As variações dessas letras (ligth, itálico e negrito, por exemplo) de uma determinada família são as fontes desenhadas para a elaboração de um conjunto completo de caracteres que consta do alfabeto em caixa alta e caixa baixa, números, símbolos e pontuação.

Os tipos constituem a principal ferramenta de comunicação. As faces alternativas de tipos permitem que você dê expressão ao documento, para transmitir instantaneamente, e não-verbalmente, atmosfera e imagem.

“Tipografia é transformar um espaço vazio, num espaço que não seja mais vazio. Isto é, se você tem uma determinada informação ou texto manuscrito e precisa dar-lhe um formato impresso com uma mensagem clara que possa ser lida sem problema, isso é tipografia.” – Wolfgang Weingart

Design é aquele que utiliza bem as potencialidades da tipografia. Aliás, não é por acaso, que o conhecedor do design de qualidade, consegue ver pelos tipos de letra utilizados se, quem fez determinado projeto é ou não profissional.

Falar em tipografia digital é falar em criação de famílias de tipos (para serem utilizados nos computadores pessoais em diversas aplicações, por exemplo), mas também na criação de logotipos, títulos, enfim, todo um universo tipográfico que recorra ao design de tipos para fins específicos e por vezes únicos (ex: logotipo).

TIPOLOGIA E DESIGN

O maior de todos os objetivos do designer gráfico é o bom senso e a criatividade bem aplicada. Ele precisa comunicar algo a alguém, e tem que chamar a atenção. A parte escrita é muito importante num projeto gráfico e saber utilizar de forma correta os tipos ou fontes é fundamental. Alguns passos São abordados na construção de uma página:

1. Contraste - É importante lembrar de algumas regras quando usar as fontes na composição: tamanho, peso, estrutura, forma, direção, cor. E algumas regras valem como dicas permanentes na diagramação com tipos: fontes com serifa facilitam a leitura, mas cuidado, na tela do computador as serifas podem atrapalhar pois ficam serrilhadas nos pixels. Fonte sem serifa é ideal para títulos, frases de cartaz, outdoor e textos de leitura rápida. O alinhamento à esquerda também facilita a leitura. Cuidado com o contraste que forma a cor com o fundo: amarelo sobre branco tem uma leitura difícil, vermelho sobre verde vibra muito, branco sobre preto em texto longo cansa a leitura.

2. Repetição - é o que cria uma identidade visual com o leitor, estabelecendo uma hierarquia, utilize determinadas fontes em determinados pontos da sua página, como títulos, sub-títulos e em pontos estratégicos.

3. Alinhamento – centralize ou justifique quando o tema do seu site e o texto for formal, caso contrário procure utilizar o texto de forma mais livre e disponha conforme a sua criatividade e o bom senso permitirem. Há cinco maneiras básicas de organizar as linhas de composição em uma página :

· Justificada: todas as linhas têm o mesmo comprimento e são alinhadas tanto à esquerda quanto à direita.

· Não-justificada à direita ou alinhadas à esquerda: as linhas têm diferentes comprimentos e são todas alinhadas à esquerda e irregulares à direita.

· Não-justificada à esquerda ou alinhadas à direita: as linhas têm diferentes comprimentos e são alinhadas à direita e irregulares à esquerda.

· Centralizada: as linhas têm tamanho desigual, com ambos os lados irregulares.

· Assimétrica: um arranjo sem padrão previsível na colocação das linhas.

4. Legibilidade - Talvez seja o ponto fundamental, é muito importante saber utilizar estilos de fontes em determinados casos, fontes desconstruídas e modernas se encaixam bem em sites modernos e jovens, fontes clássicas e manuscritas muitas vezes se encaixam bem em sites clássicos e sérios, fontes normais e sérias se encaixam perfeitamente em sites institucionais e moderados.

CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS

Fonte: é o conjunto completo de caracteres sob o mesmo estilo e em todos os corpos: caixa alta e baixa, sinais de pontuação, acentos e numerais.

Família de tipos: são todas as variações de uma fonte: Helvética Narrow, Helvética Narrow Bold, Helvética Narrow Bold Oblique.

Classificação

· serifa triangular - elzevir, ex:Times New Roman

· serifa linear - didot, ex:Bodoni

· serifa quadrada - egípcio, ex: GeoSlab

· ausência de serifa - antigo

· sem serifa, ex: Helvética

· semi sem serifa, ex: Optima

· cursivas ( manuscritas ), ex: Thelly Alegro BT

· fantasias, ex: Kidnap

Fontes digitais - Com o advento do computador a adobe desenvolve a linguagem postscript que possibilitou um novo formato de fonte, o vetorial.

· fontes Adobe Type 1 - apresentam um nó a cada 90 graus, trazendo refinamento e precisão ao desenho do tipo. Para impressão

· fontes True Type - apresentam um nó a cada 45 graus, portanto apresentam defeitos quando ampliados. Para saída web.

quinta-feira, abril 26, 2007

Aula 09

TONALIDADE/ P/B – COR

A cor é um elemento morfológico que possui uma natureza muito difícil de definir, como salienta Villafañe (1987, 111). Por um lado, pode falar-se da natureza objetiva da cor, o que nos possibilita distinguir três parâmetros:

· o tom/ tonalidade ou matiz da cor: permite distinguir as cores entre si, já que cada cor corresponde a um determinado comprimento de onda;

· a saturação: relaciona-se com a sensação de maior ou menor intensidade de cor, o seu grau de pureza. A saturação de uma cor é determinada por essa cor;

· o brilho da cor: refere-se à quantidade de branco que tem uma cor, à sua luminosidade, um parâmetro que na realidade não é de natureza cromática, mas de luminância.

As cores mais brilhantes seriam, por ordem, o amarelo, o cião, o magenta, o verde, o vermelho e o azul (esta é a ordem do sinal de barras de uma câmara profissional de vídeo, segundo a adopção de standards aceites internacionalmente).

Se o brilho ou a luminosidade é excessivo, as cores ficam demasiado embranquecidas até ao ponto de quase ficarem imperceptíveis.

Se, pelo contrário, o brilho é baixo, é patente a perda de cor até quase se desvanecer completamente. Estes aspectos são facilmente corrigíveis com a utilização de dispositivos de correção de base de tempos (TBC) em Vídeo ou de programas de tratamento fotográfico como o já citado Adobe Photoshop.

Por outro lado, cabe recordar que as fontes de luz na produção de qualquer fotografia, desde a iluminação natural (com situações que vão de um céu nublado à um dia ensolarado ou à luz peculiar do entardecer), à luz de flash, de tungstênio ou à luz de umas velas, possuem propriedades cromáticas relacionadas com a temperatura de cor.

Quanto mais baixa é a temperatura de cor da fonte de luz, mais amarela será a fotografia obtida (o que sucede com a luz de uma vela, a luz de tungstênio, a luz de quartzo).

Pelo contrário, quanto mais alta for esta temperatura da fonte de luz, mais azulada será a dominante cromática da imagem (a luz de um dia ensolarado carece de uma dominante cromática, mas um céu nublado pode provocar a emergência de uma forte dominante azulada). Estas dominantes podem corrigir-se mediante o uso de filtros especiais, a eleição de emulsões fotográficas adaptadas a cada tipo de luz (luz-dia ou luz de tungstênio) ou através de procedimentos digitais de correção de cor.

Mediante técnicas complexas de laboratório ou simples programas informáticos, é possível modificar a cor de uma fotografia, desde a sua eliminação, à modificação de tons e saturação das cores ou à introdução de partes coloridas, virados de imagem e outras técnicas complexas como a separação de tons ou a solarização (processo de inversão) em cor.

Todavia, a cor oferece um amplo leque de significações graças às suas propriedades subjetivas. Por isso se fala das propriedades térmicas da cor, das suas propriedades sinestésicas, do seu dinamismo, etc..

O professor Justo Villafañe (1987, p. 118) define, acertadamente, uma série de funções plásticas da cor:

· A cor, juntamente com a forma, é responsável, em grande medida, pela identidade objectal, servindo para nos possibilitar reconhecer referencialmente os objectos representados, se bem que não seja tão decisiva como a forma, de um ponto de vista morfológico.

· A cor contribui para criar o espaço plástico da representação. De acordo com o modo de emprego da cor, encontrar-nos-emos perante uma representação plana ou uma representação com profundidade espacial, podendo contribuir para a definição de diferentes termos ou planos numa imagem ainda que não exista uma composição com perspectiva.

· O contraste cromático é um recurso que contribui para dotar de dinamismo a composição que adquire, deste modo, uma grande força expressiva. Por vezes, o uso do contraste na cor pode ser um recurso para espetacularizar uma encenação fotográfica, ao ser uma técnica que permite estimular sensorialmente e chamar a atenção do espectador.

· A cor também possui notáveis qualidades térmicas. Como assinalou Kandinsky , as cores quentes (entre o verde e o amarelo) produzem uma sensação de aproximação ao espectador, favorecendo a aparição de processos de identificação, quer dizer, definem um movimento centrípeto da acção de observação. As cores frias (entre o verde e o azul) produzem uma sensação de afastamento do espectador, favorecendo a aparição de processos de distanciamento relativamente à representação, determinando um movimento centrífugo no processo de observação.

· Finalmente, podemos acrescentar que a cor também pode qualificar temporalmente uma representação. Os virados sépia estão associados à antiguidade da fotografia, já que é a dominante cromática de numerosos calótipos (Talbot) e daguerreótipos (Daguerre), devido às particularidades dos processos químicos empregados. As qualidades das emulsões fotográficas têm mudado ao longo da história da fotografia, sendo possível identificar determinados tipos de cromatismo associados a diferentes períodos da história da fotografia ou a estilos fotográficos.
A utilização do preto e branco definir-se-ia objetivamente como ausência de cor (o preto e o branco não são cores, como sabemos). Com a fotografia digital esta particularidade tornou-se mais evidente, já que basta suprimir a cor numa imagem para obter uma fotografia a preto e branco sem necessidade de empregar uma emulsão fotoquímica específica.

É necessário sublinhar que a utilização do preto e branco é uma opção discursiva carregada de significações e que em nenhum caso deve interpretar-se o uso do preto e branco como uma ausência de cor. Se for certo que o grau de figuração de uma imagem diminui com o emprego do preto e branco, quer dizer, nós deparamo-nos perante uma fotografia mais reconhecível como representação para o espectador, o uso do preto e branco dota a fotografia de uma forte expressividade que explica a razão de números fotógrafos de imprensa continuarem a usar este tipo de película ou técnica fotográfica, como ocorre por exemplo com Salgado Assim, a utilização do preto e branco oferece um leque de possibilidades mais amplo do que inicialmente poderia parecer, já que, dependendo da emulsão escolhida ou do tipo de revelador que se empregue, pode apresentar uma dominante azulada, fria, ou amarelada, quente, o que suscita conseqüências na sua recepção, como qualidade que suscita, respectivamente, o distanciamento ou a identificação do espectador relativamente ao acontecimento ou sujeito representado.

Deste modo, para além de se reconhecer que a cor é um parâmetro morfológico chave na construção do espaço de representação, ela também possui uma dimensão temporal, mais ou menos visível. É este o argumento que contribui para esfumar as fronteiras artificiais entre os níveis morfológico e de composição da imagem.

quinta-feira, março 22, 2007

Aula 08

Cores
Cores Primárias: amarelo, vermelho e azul.

Cores Secundárias:
resulta da combinação de duas cores primárias.

Cores Terciárias:
resulta da combinação de uma cor primária e uma adjacente secundária. Por exemplo aqua- resulta da mistura do azul com o verde.

Cores Quentes e Frias:
As cores podem ser classificadas em quentes e frias. Geralmente, as cores quentes são o vermelho, laranja, amarelo, e suas derivações. As cores frias: azul, verde, roxo, e suas derivadas. Este conceito nos ajuda a manipular o feeling que queremos colocar em uma página. Por exemplo, fotos sobre amor, relacionamento, carinho, estariam melhor representadas nas cores quentes enquanto uma foto de inverno é melhor representada entre as cores frias.

Círculo cromático



















1. Harmonia de cores complementares ou opostas.
É só observar o circulo. Cores complementares ou opostas são as cores em oposição, assim a do amarelo é o roxo, a do azul é o laranja e a do vermelho é o verde.

2. Harmonia de cores vizinhas ou análogas
Essa é de três cores uma ao lado da outra, tipo, azul amarelo e verde, roxo azul e verde, laranja vermelho e amarelo, e assim por diante.

3. Harmonia tonal
Tom é o que se obtém quando adicionamos preto ou branco a uma determinada cor. Não confunda tom com nuance... um verde azulado ou verde amarelado é uma nuance e não um tom.
Se pegarmos tinta azul e formos adicionando branco chegaremos até o branco total, o mesmo se repete com o preto, e essa será a escala tonal!

Essas são as 3 principais harmonias utilizadas em propaganda, mas há outras. Observem o rótulo de refrigerantes tipo “Seven up” e guaraná (verde e vermelho), logos de bancos tipo Itaú (azul e laranja), sabão em pó Omo (azul e laranja) e assim por diante!


Observações
  • O branco é a mistura de todas as cores, mas esse fenômeno é um fenômeno ótico que só pode ser observado com o disco de Newton. Mas o inverso é facilmente observado nos dias que temos arco-íris. Ele nada mais é que a decomposição da luz branca dos raios solares quando passam por cristais de gelo nas nuvens.
  • O preto é a ausência de cor. Mas para fins práticos também é uma cor!
  • Cores neutras são o preto, o branco e o cinza. Nada de chamar bege de cor neutra!
  • Cores quentes são o amarelo, laranja e vermelho, e as frias o roxo, verde e azul, assim um verde amarelado é mais "quente" que um verde azulado! Em propaganda, bebidas geladas, em geral, usam cores quentes em seus rótulos e vice versa.