quinta-feira, março 22, 2007

Aula 08

Cores
Cores Primárias: amarelo, vermelho e azul.

Cores Secundárias:
resulta da combinação de duas cores primárias.

Cores Terciárias:
resulta da combinação de uma cor primária e uma adjacente secundária. Por exemplo aqua- resulta da mistura do azul com o verde.

Cores Quentes e Frias:
As cores podem ser classificadas em quentes e frias. Geralmente, as cores quentes são o vermelho, laranja, amarelo, e suas derivações. As cores frias: azul, verde, roxo, e suas derivadas. Este conceito nos ajuda a manipular o feeling que queremos colocar em uma página. Por exemplo, fotos sobre amor, relacionamento, carinho, estariam melhor representadas nas cores quentes enquanto uma foto de inverno é melhor representada entre as cores frias.

Círculo cromático



















1. Harmonia de cores complementares ou opostas.
É só observar o circulo. Cores complementares ou opostas são as cores em oposição, assim a do amarelo é o roxo, a do azul é o laranja e a do vermelho é o verde.

2. Harmonia de cores vizinhas ou análogas
Essa é de três cores uma ao lado da outra, tipo, azul amarelo e verde, roxo azul e verde, laranja vermelho e amarelo, e assim por diante.

3. Harmonia tonal
Tom é o que se obtém quando adicionamos preto ou branco a uma determinada cor. Não confunda tom com nuance... um verde azulado ou verde amarelado é uma nuance e não um tom.
Se pegarmos tinta azul e formos adicionando branco chegaremos até o branco total, o mesmo se repete com o preto, e essa será a escala tonal!

Essas são as 3 principais harmonias utilizadas em propaganda, mas há outras. Observem o rótulo de refrigerantes tipo “Seven up” e guaraná (verde e vermelho), logos de bancos tipo Itaú (azul e laranja), sabão em pó Omo (azul e laranja) e assim por diante!


Observações
  • O branco é a mistura de todas as cores, mas esse fenômeno é um fenômeno ótico que só pode ser observado com o disco de Newton. Mas o inverso é facilmente observado nos dias que temos arco-íris. Ele nada mais é que a decomposição da luz branca dos raios solares quando passam por cristais de gelo nas nuvens.
  • O preto é a ausência de cor. Mas para fins práticos também é uma cor!
  • Cores neutras são o preto, o branco e o cinza. Nada de chamar bege de cor neutra!
  • Cores quentes são o amarelo, laranja e vermelho, e as frias o roxo, verde e azul, assim um verde amarelado é mais "quente" que um verde azulado! Em propaganda, bebidas geladas, em geral, usam cores quentes em seus rótulos e vice versa.

Aula 07

Elementos básicos da comunicação visual
A evolução da linguagem escrita começou com as imagens (pictografia), passou à representação das unidades fonéticas (fonetismo) e finalmente ao alfabeto. Cada passo foi, sem dúvida, um avanço em direção a uma comunicação mais eficiente. Mas o homem jamais limitou-se aos desenhos simples do alfabeto. Pode-se afirmar que ele tem uma propensão à informação
visual. Algumas das razões que a justificam são, principalmente, a proximidade com a experiência real e o caráter da informação. Não necessitamos ser visualmente cultos para emitir ou entender mensagens visuais. Estas capacidades são intrínsecas ao homem. Todas as características da informação visual justificam sua importante aplicação na propaganda - comunicação que prima pela velocidade.
Como a comunicação moderna, ultra-rápida, nos levou aos últimos limites da linguagem, sentiu-se a necessidade de recuperar as formas visuais da comunicação, enfatizando os recursos visuais, que podem expressar funções e operações sem recorrer a letras ou palavras. E todo esse processo de comunicação através de imagens pertence ao amplo campo de atuação do design. A estrutura do trabalho visual determinará quais elementos visuais estão presentes e com que força.
Os elementos visuais constituem a substância básica do que vemos - são a matéria-prima de toda informação visual. E para isso vamos citar, aqui, os principais aspectos que compõem uma boa comunicação visual.

O PONTO: é a unidade mais simples e irredutível da comunicação visual. Qualquer ponto tem uma força visual grande de atração sobre o olho. Diversos pontos conectados são capazes de dirigir a visão. Quanto mais próximos entre si, maior a capacidade de guiar o olho. Em grande quantidade e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.

A LINHA: Pode ser definida como uma cadeia de pontos tão próximos que não se pode distingui-los. Nas artes visuais, a linha é o elemento visual por excelência. A linha pode adotar formas muito distintas para expressar intenções diferentes. Pode ser indisciplinada, para aproveitar sua espontaneidade expressiva, delicada, ondulada, vacilante, indecisa, nervosa, etc. A linha vertical atrai o olhar para o alto; a horizontal provoca a impressão de repouso; já a curva nos dá a sensação de movimento. As linhas retas produzem uma sensação de tranqüilidade, de solidez, de serenidade; as curvas, de instabilidade,
graciosidade, alegria; a fina produz impressão de delicadeza; a grossa, de energia; a carregada, de resolução, violência; linha comprida, dá sensação de vivacidade; linha curta, de firmeza.

DIREÇÃO: Os contornos básicos expressam três direções visuais significativas. O quadrado, as direções horizontal e vertical; o triângulo, a diagonal; e o círculo, a curva. Cada uma dessas direções é uma valiosa ferramenta para a confecção de mensagens visuais. A referência vertical-horizontal constitui a referência primária do homem. A diagonal, ao contrário, é a força direcional mais instável e provocadora. As curvas têm significados associados ao enquadramento, à repetição e ao calor.

TEXTURA: A textura pode ser percebida tanto pelo tato quanto pela visão. Mas é possível que uma textura não tenha nenhuma qualidade tátil, somente ótica. Já quando há uma textura real, coexistem ambas as sensações. A maior parte da nossa experiência com as texturas é visual, e a maioria dessas texturas não estão realmente ali.

TRIDIMENSIONALIDADE: A representação de terceira dimensão depende da ilusão. Porque em nenhuma representação bidimensional da realidade, sejam desenhos, pinturas, fotografias, emissões de televisão, existe um volume real, ele está somente implícito. A ilusão se reforça de muitas maneiras, mas o artifício fundamental para simular a dimensão é a convenção técnica da perspectiva.

TOM: A luz rodeia as coisas, reflete-se nas superfícies brilhantes, incide sobre objetos que já possuem uma claridade ou obscuridade relativas. As variações de luz, ou seja, os tons, nos fazem distinguir o que está à nossa volta. Vemos o escuro porque está próximo ou se sobrepõe ao claro, e vice-versa. O tom é um dos melhores instrumentos de que se dispõe para indicar e expressar a tridimensionalidade dos objetos.

COR: é a mais eficiente dimensão de discriminação. É o elemento que tem mais afinidade com as emoções. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é o fundamento da expressão. Ela exerce uma ação tríplice sobre o indivíduo que recebe a comunicação visual: ela impressiona a retina quando é vista; provoca uma emoção, é sentida; e é construtiva, pois, tem um significado próprio, tem valor de símbolo e capacidade de construir uma linguagem que comunique uma idéia.

FONTES: A importância da escolha correta das fontes em uma composição é devido, principalmente, ao fato de que a sua aparência pode reforçar o conteúdo. A fontes podem fazer pelas idéias, o que as roupas fazem pelas pessoas. É a adequação à ocasião que faz a diferença. A grande maioria dos leitores não é conhecedora, nem foi informada de nada a respeito do uso de fontes. Mas é errado se supor que eles não irão responder ao uso adequado delas. Há diversos sistemas de classificação dos tipos. E eles são baseados geralmente nas suas origens cronológicas e geográficas ao invés do seu caráter visual. O mais importante é, então, um conceito global de design que desperte o interesse e sugira o valor do produto de um modo criativo e original. Deve-se objetivar a projeção de uma imagem consistente desse produto através de cada elemento gráfico que atinja o público. Agora, basta ter bom senso ao criar uma peça. Isso fará com que seu trabalho seja melhor visualizado, entendido e valorizado.

quinta-feira, março 15, 2007

Aula 06

Luz - segundo o grau de dispersão
Iluminação difusa ou suave: neste tipo de iluminação, a passagem entre a zona de sombras e luzes se dá de maneira gradativa, não marcando uma linha definida, mas uma zona de penumbra. O grau máximo de difusão acontece quando se usa a luz de maneira indireta, ou seja, apontada não para o assunto, mas contra uma superfície refletora que, quanto maior, relativamente ao assunto, mais difusão fornecerá; ou direta, transmitida através de materiais difusores, podendo ser tela, tecido, papel, plástico, que, também quanto maiores, darão mais difusão, se bem que nem tanto quanto a luz indireta.

Iluminação semi-difusa: a passagem se dá não tão suave como na anterior, mas também não tão dura como na seguinte... Para a utilização da iluminação semi-difusa, zona de penumbra curta, sombras intermediárias: utiliza-se sombrinha refletora, refletores parabólicos.

Iluminação concentrada ou dura
: neste tipo, a passagem deixa uma linha bem nítida. É conseguida mediante o uso de fonte de luz com cone, colmeia, fresnel, etc. Quanto mais pontual relativamente ao assunto for uma fonte de luz, mais dura será a iluminação.Para este tipo de iluminação concentrada, ausência de penumbra, sombras dura utiliza-se colmeia, cone, spot light.

sábado, março 10, 2007

Aula 05

Luz
A luz na fotografia é essencial, não só para que o processo aconteça, como também para criar climas, volumes e texturas. Surgindo do seu próprio nome (photo = luz - graphos = escrita) a luz é o principal elemento de todos os processos fotográficos e sua utilização não será possível se não for profundamente conhecida. Vamos, então, conhecê-la e defini-la.

Para uniformizar a linguagem, estabelecemos uma diferença entre dois conceitos:

Fonte de luz - É tudo que pode gerar energia dentro da faixa do espectro eletro magnético visível para o olho humano. Pode ser natural (estrelas, bioluminescência, o fogo) ou artificial (lâmpadas de qualquer tipo). Podem ser classificadas de acordo com vários critérios, como intensidade, formato, tamanho, etc.

Iluminação - É o modo de utilização de fonte ou fontes de luz, tendo em vista criar ou se adaptar a uma situação capaz de ser registrada por uma emulsão sensível. A iluminação envolve um aspecto de valorização subjetivo, relacionado com as intenções expressivas de quem a faz ou manda fazer. Podemos classificá-la, segundo seu direcionamento, em:

  • Luz lateral - É a luz que incide lateralmente sobre o objeto ou o assunto fotografado, e se caracteriza por destacar a textura e a profundidade, ao mesmo tempo que determina uma perda de detalhes ao aumentar consideravelmente a longitude das sombras criando muitas vezes imagens confusas.
  • Luz direta ou frontal - Quando uma cena está iluminada frontalmente, a luz vem por trás do fotógrafo, as sombras se escondem sob o assunto fotografado. Quando a fonte de luz é apontada sobre o assunto, utilizada sem quaisquer meios que modifiquem suas características originais, ou transmitida por meios que modifiquem suas características de difusão (sombrinha difusora, telas difusoras, etc). Este tipo de luz reproduz a maior quantidade de detalhes, anulando a textura e achatando o volume da foto.
  • Luz indireta - Quando a fonte de luz é refletida por superfícies que modifiquem suas características originais de transmissão e ou difusão (sombrinha refletora, rebatedores, etc).
  • Contraluz - É a luz que vem por trás do assunto convertendo-o em silhueta, perdendo por completo a textura e praticamente todos os detalhes.


Aula 04

Mensagem x Perspectiva
Dependendo da perscpectiva do objeto não é possível poder captar a mensagem pedida. Veja a seguir:
a-) "Rafting é um esporte onde a adrenalina corre solta!"












A primeira figura não demonstra toda a adrenalina pedida na frase-mensagem. Mostra um bote com algumas pessoas navegando tranquilamente em um rio. Na segunda figura, com o descer da corredeira, há a demonstração de emoção, ou seja, a adrenalina pedida na mensagem.

b-) "Futebol é talento, energia e graça!"












A primeira figura demonstra o esporte futebol, mas de forma violenta. Cadê o talento? Na segunda figura, está demonstrando de forma graciosa o talento do jogador expressada no esporte futebol.

c-) "Cafezinho bom!"













Neste último exemplo, é necessário ser um bom bebedor de café para poder definir o que é um café bom. Conforme experiência, cafezinho bom tem-se pelo cheiro, sabor e temperatura. Um café demonstrado de forma fria, não é um café bom. Na primeira figura, é demonstrado um café somente, sem a percepção de que este está quente. Na segunda figura, a melhor forma de demonstrar um cafézinho bom é aquele em que é servido na hora.

Portanto, com as demonstrações acima, fica fácil de exemplificar quando a mensagem é passada especificamente, ou quando a mensagem somente possui o tema geral.


Mensagem x Símbolo
Uma outra forma de demonstrar uma mensagem é através de símbolos significativos. Onde, de forma simples e clara, demonstre a mensagem. Os símbolos são muito empregados na sinalização de trânsito. Veja alguns exemplos:

a-) "Intersecção em círculo".




b-) "Parada obrigatória à frente".