quinta-feira, maio 03, 2007

Aula 10

TIPOGRAFIA / TIPOLOGIA

Tipografia é conhecida como a impressão dos TIPOS e está desaparecendo com o desenvolvimento do computador.

Tipologia é o estudo da formação dos tipos, essa por sua vez cresce a cada dia. Mas no final, a nomenclatura utilizada é tipografia, assim como fonte virou tipo, atualmente.

O termo tipo é o desenho de uma determinada família de letras como, por exemplo: verdana, futura, arial, etc. As variações dessas letras (ligth, itálico e negrito, por exemplo) de uma determinada família são as fontes desenhadas para a elaboração de um conjunto completo de caracteres que consta do alfabeto em caixa alta e caixa baixa, números, símbolos e pontuação.

Os tipos constituem a principal ferramenta de comunicação. As faces alternativas de tipos permitem que você dê expressão ao documento, para transmitir instantaneamente, e não-verbalmente, atmosfera e imagem.

“Tipografia é transformar um espaço vazio, num espaço que não seja mais vazio. Isto é, se você tem uma determinada informação ou texto manuscrito e precisa dar-lhe um formato impresso com uma mensagem clara que possa ser lida sem problema, isso é tipografia.” – Wolfgang Weingart

Design é aquele que utiliza bem as potencialidades da tipografia. Aliás, não é por acaso, que o conhecedor do design de qualidade, consegue ver pelos tipos de letra utilizados se, quem fez determinado projeto é ou não profissional.

Falar em tipografia digital é falar em criação de famílias de tipos (para serem utilizados nos computadores pessoais em diversas aplicações, por exemplo), mas também na criação de logotipos, títulos, enfim, todo um universo tipográfico que recorra ao design de tipos para fins específicos e por vezes únicos (ex: logotipo).

TIPOLOGIA E DESIGN

O maior de todos os objetivos do designer gráfico é o bom senso e a criatividade bem aplicada. Ele precisa comunicar algo a alguém, e tem que chamar a atenção. A parte escrita é muito importante num projeto gráfico e saber utilizar de forma correta os tipos ou fontes é fundamental. Alguns passos São abordados na construção de uma página:

1. Contraste - É importante lembrar de algumas regras quando usar as fontes na composição: tamanho, peso, estrutura, forma, direção, cor. E algumas regras valem como dicas permanentes na diagramação com tipos: fontes com serifa facilitam a leitura, mas cuidado, na tela do computador as serifas podem atrapalhar pois ficam serrilhadas nos pixels. Fonte sem serifa é ideal para títulos, frases de cartaz, outdoor e textos de leitura rápida. O alinhamento à esquerda também facilita a leitura. Cuidado com o contraste que forma a cor com o fundo: amarelo sobre branco tem uma leitura difícil, vermelho sobre verde vibra muito, branco sobre preto em texto longo cansa a leitura.

2. Repetição - é o que cria uma identidade visual com o leitor, estabelecendo uma hierarquia, utilize determinadas fontes em determinados pontos da sua página, como títulos, sub-títulos e em pontos estratégicos.

3. Alinhamento – centralize ou justifique quando o tema do seu site e o texto for formal, caso contrário procure utilizar o texto de forma mais livre e disponha conforme a sua criatividade e o bom senso permitirem. Há cinco maneiras básicas de organizar as linhas de composição em uma página :

· Justificada: todas as linhas têm o mesmo comprimento e são alinhadas tanto à esquerda quanto à direita.

· Não-justificada à direita ou alinhadas à esquerda: as linhas têm diferentes comprimentos e são todas alinhadas à esquerda e irregulares à direita.

· Não-justificada à esquerda ou alinhadas à direita: as linhas têm diferentes comprimentos e são alinhadas à direita e irregulares à esquerda.

· Centralizada: as linhas têm tamanho desigual, com ambos os lados irregulares.

· Assimétrica: um arranjo sem padrão previsível na colocação das linhas.

4. Legibilidade - Talvez seja o ponto fundamental, é muito importante saber utilizar estilos de fontes em determinados casos, fontes desconstruídas e modernas se encaixam bem em sites modernos e jovens, fontes clássicas e manuscritas muitas vezes se encaixam bem em sites clássicos e sérios, fontes normais e sérias se encaixam perfeitamente em sites institucionais e moderados.

CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS

Fonte: é o conjunto completo de caracteres sob o mesmo estilo e em todos os corpos: caixa alta e baixa, sinais de pontuação, acentos e numerais.

Família de tipos: são todas as variações de uma fonte: Helvética Narrow, Helvética Narrow Bold, Helvética Narrow Bold Oblique.

Classificação

· serifa triangular - elzevir, ex:Times New Roman

· serifa linear - didot, ex:Bodoni

· serifa quadrada - egípcio, ex: GeoSlab

· ausência de serifa - antigo

· sem serifa, ex: Helvética

· semi sem serifa, ex: Optima

· cursivas ( manuscritas ), ex: Thelly Alegro BT

· fantasias, ex: Kidnap

Fontes digitais - Com o advento do computador a adobe desenvolve a linguagem postscript que possibilitou um novo formato de fonte, o vetorial.

· fontes Adobe Type 1 - apresentam um nó a cada 90 graus, trazendo refinamento e precisão ao desenho do tipo. Para impressão

· fontes True Type - apresentam um nó a cada 45 graus, portanto apresentam defeitos quando ampliados. Para saída web.

quinta-feira, abril 26, 2007

Aula 09

TONALIDADE/ P/B – COR

A cor é um elemento morfológico que possui uma natureza muito difícil de definir, como salienta Villafañe (1987, 111). Por um lado, pode falar-se da natureza objetiva da cor, o que nos possibilita distinguir três parâmetros:

· o tom/ tonalidade ou matiz da cor: permite distinguir as cores entre si, já que cada cor corresponde a um determinado comprimento de onda;

· a saturação: relaciona-se com a sensação de maior ou menor intensidade de cor, o seu grau de pureza. A saturação de uma cor é determinada por essa cor;

· o brilho da cor: refere-se à quantidade de branco que tem uma cor, à sua luminosidade, um parâmetro que na realidade não é de natureza cromática, mas de luminância.

As cores mais brilhantes seriam, por ordem, o amarelo, o cião, o magenta, o verde, o vermelho e o azul (esta é a ordem do sinal de barras de uma câmara profissional de vídeo, segundo a adopção de standards aceites internacionalmente).

Se o brilho ou a luminosidade é excessivo, as cores ficam demasiado embranquecidas até ao ponto de quase ficarem imperceptíveis.

Se, pelo contrário, o brilho é baixo, é patente a perda de cor até quase se desvanecer completamente. Estes aspectos são facilmente corrigíveis com a utilização de dispositivos de correção de base de tempos (TBC) em Vídeo ou de programas de tratamento fotográfico como o já citado Adobe Photoshop.

Por outro lado, cabe recordar que as fontes de luz na produção de qualquer fotografia, desde a iluminação natural (com situações que vão de um céu nublado à um dia ensolarado ou à luz peculiar do entardecer), à luz de flash, de tungstênio ou à luz de umas velas, possuem propriedades cromáticas relacionadas com a temperatura de cor.

Quanto mais baixa é a temperatura de cor da fonte de luz, mais amarela será a fotografia obtida (o que sucede com a luz de uma vela, a luz de tungstênio, a luz de quartzo).

Pelo contrário, quanto mais alta for esta temperatura da fonte de luz, mais azulada será a dominante cromática da imagem (a luz de um dia ensolarado carece de uma dominante cromática, mas um céu nublado pode provocar a emergência de uma forte dominante azulada). Estas dominantes podem corrigir-se mediante o uso de filtros especiais, a eleição de emulsões fotográficas adaptadas a cada tipo de luz (luz-dia ou luz de tungstênio) ou através de procedimentos digitais de correção de cor.

Mediante técnicas complexas de laboratório ou simples programas informáticos, é possível modificar a cor de uma fotografia, desde a sua eliminação, à modificação de tons e saturação das cores ou à introdução de partes coloridas, virados de imagem e outras técnicas complexas como a separação de tons ou a solarização (processo de inversão) em cor.

Todavia, a cor oferece um amplo leque de significações graças às suas propriedades subjetivas. Por isso se fala das propriedades térmicas da cor, das suas propriedades sinestésicas, do seu dinamismo, etc..

O professor Justo Villafañe (1987, p. 118) define, acertadamente, uma série de funções plásticas da cor:

· A cor, juntamente com a forma, é responsável, em grande medida, pela identidade objectal, servindo para nos possibilitar reconhecer referencialmente os objectos representados, se bem que não seja tão decisiva como a forma, de um ponto de vista morfológico.

· A cor contribui para criar o espaço plástico da representação. De acordo com o modo de emprego da cor, encontrar-nos-emos perante uma representação plana ou uma representação com profundidade espacial, podendo contribuir para a definição de diferentes termos ou planos numa imagem ainda que não exista uma composição com perspectiva.

· O contraste cromático é um recurso que contribui para dotar de dinamismo a composição que adquire, deste modo, uma grande força expressiva. Por vezes, o uso do contraste na cor pode ser um recurso para espetacularizar uma encenação fotográfica, ao ser uma técnica que permite estimular sensorialmente e chamar a atenção do espectador.

· A cor também possui notáveis qualidades térmicas. Como assinalou Kandinsky , as cores quentes (entre o verde e o amarelo) produzem uma sensação de aproximação ao espectador, favorecendo a aparição de processos de identificação, quer dizer, definem um movimento centrípeto da acção de observação. As cores frias (entre o verde e o azul) produzem uma sensação de afastamento do espectador, favorecendo a aparição de processos de distanciamento relativamente à representação, determinando um movimento centrífugo no processo de observação.

· Finalmente, podemos acrescentar que a cor também pode qualificar temporalmente uma representação. Os virados sépia estão associados à antiguidade da fotografia, já que é a dominante cromática de numerosos calótipos (Talbot) e daguerreótipos (Daguerre), devido às particularidades dos processos químicos empregados. As qualidades das emulsões fotográficas têm mudado ao longo da história da fotografia, sendo possível identificar determinados tipos de cromatismo associados a diferentes períodos da história da fotografia ou a estilos fotográficos.
A utilização do preto e branco definir-se-ia objetivamente como ausência de cor (o preto e o branco não são cores, como sabemos). Com a fotografia digital esta particularidade tornou-se mais evidente, já que basta suprimir a cor numa imagem para obter uma fotografia a preto e branco sem necessidade de empregar uma emulsão fotoquímica específica.

É necessário sublinhar que a utilização do preto e branco é uma opção discursiva carregada de significações e que em nenhum caso deve interpretar-se o uso do preto e branco como uma ausência de cor. Se for certo que o grau de figuração de uma imagem diminui com o emprego do preto e branco, quer dizer, nós deparamo-nos perante uma fotografia mais reconhecível como representação para o espectador, o uso do preto e branco dota a fotografia de uma forte expressividade que explica a razão de números fotógrafos de imprensa continuarem a usar este tipo de película ou técnica fotográfica, como ocorre por exemplo com Salgado Assim, a utilização do preto e branco oferece um leque de possibilidades mais amplo do que inicialmente poderia parecer, já que, dependendo da emulsão escolhida ou do tipo de revelador que se empregue, pode apresentar uma dominante azulada, fria, ou amarelada, quente, o que suscita conseqüências na sua recepção, como qualidade que suscita, respectivamente, o distanciamento ou a identificação do espectador relativamente ao acontecimento ou sujeito representado.

Deste modo, para além de se reconhecer que a cor é um parâmetro morfológico chave na construção do espaço de representação, ela também possui uma dimensão temporal, mais ou menos visível. É este o argumento que contribui para esfumar as fronteiras artificiais entre os níveis morfológico e de composição da imagem.

quinta-feira, março 22, 2007

Aula 08

Cores
Cores Primárias: amarelo, vermelho e azul.

Cores Secundárias:
resulta da combinação de duas cores primárias.

Cores Terciárias:
resulta da combinação de uma cor primária e uma adjacente secundária. Por exemplo aqua- resulta da mistura do azul com o verde.

Cores Quentes e Frias:
As cores podem ser classificadas em quentes e frias. Geralmente, as cores quentes são o vermelho, laranja, amarelo, e suas derivações. As cores frias: azul, verde, roxo, e suas derivadas. Este conceito nos ajuda a manipular o feeling que queremos colocar em uma página. Por exemplo, fotos sobre amor, relacionamento, carinho, estariam melhor representadas nas cores quentes enquanto uma foto de inverno é melhor representada entre as cores frias.

Círculo cromático



















1. Harmonia de cores complementares ou opostas.
É só observar o circulo. Cores complementares ou opostas são as cores em oposição, assim a do amarelo é o roxo, a do azul é o laranja e a do vermelho é o verde.

2. Harmonia de cores vizinhas ou análogas
Essa é de três cores uma ao lado da outra, tipo, azul amarelo e verde, roxo azul e verde, laranja vermelho e amarelo, e assim por diante.

3. Harmonia tonal
Tom é o que se obtém quando adicionamos preto ou branco a uma determinada cor. Não confunda tom com nuance... um verde azulado ou verde amarelado é uma nuance e não um tom.
Se pegarmos tinta azul e formos adicionando branco chegaremos até o branco total, o mesmo se repete com o preto, e essa será a escala tonal!

Essas são as 3 principais harmonias utilizadas em propaganda, mas há outras. Observem o rótulo de refrigerantes tipo “Seven up” e guaraná (verde e vermelho), logos de bancos tipo Itaú (azul e laranja), sabão em pó Omo (azul e laranja) e assim por diante!


Observações
  • O branco é a mistura de todas as cores, mas esse fenômeno é um fenômeno ótico que só pode ser observado com o disco de Newton. Mas o inverso é facilmente observado nos dias que temos arco-íris. Ele nada mais é que a decomposição da luz branca dos raios solares quando passam por cristais de gelo nas nuvens.
  • O preto é a ausência de cor. Mas para fins práticos também é uma cor!
  • Cores neutras são o preto, o branco e o cinza. Nada de chamar bege de cor neutra!
  • Cores quentes são o amarelo, laranja e vermelho, e as frias o roxo, verde e azul, assim um verde amarelado é mais "quente" que um verde azulado! Em propaganda, bebidas geladas, em geral, usam cores quentes em seus rótulos e vice versa.

Aula 07

Elementos básicos da comunicação visual
A evolução da linguagem escrita começou com as imagens (pictografia), passou à representação das unidades fonéticas (fonetismo) e finalmente ao alfabeto. Cada passo foi, sem dúvida, um avanço em direção a uma comunicação mais eficiente. Mas o homem jamais limitou-se aos desenhos simples do alfabeto. Pode-se afirmar que ele tem uma propensão à informação
visual. Algumas das razões que a justificam são, principalmente, a proximidade com a experiência real e o caráter da informação. Não necessitamos ser visualmente cultos para emitir ou entender mensagens visuais. Estas capacidades são intrínsecas ao homem. Todas as características da informação visual justificam sua importante aplicação na propaganda - comunicação que prima pela velocidade.
Como a comunicação moderna, ultra-rápida, nos levou aos últimos limites da linguagem, sentiu-se a necessidade de recuperar as formas visuais da comunicação, enfatizando os recursos visuais, que podem expressar funções e operações sem recorrer a letras ou palavras. E todo esse processo de comunicação através de imagens pertence ao amplo campo de atuação do design. A estrutura do trabalho visual determinará quais elementos visuais estão presentes e com que força.
Os elementos visuais constituem a substância básica do que vemos - são a matéria-prima de toda informação visual. E para isso vamos citar, aqui, os principais aspectos que compõem uma boa comunicação visual.

O PONTO: é a unidade mais simples e irredutível da comunicação visual. Qualquer ponto tem uma força visual grande de atração sobre o olho. Diversos pontos conectados são capazes de dirigir a visão. Quanto mais próximos entre si, maior a capacidade de guiar o olho. Em grande quantidade e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.

A LINHA: Pode ser definida como uma cadeia de pontos tão próximos que não se pode distingui-los. Nas artes visuais, a linha é o elemento visual por excelência. A linha pode adotar formas muito distintas para expressar intenções diferentes. Pode ser indisciplinada, para aproveitar sua espontaneidade expressiva, delicada, ondulada, vacilante, indecisa, nervosa, etc. A linha vertical atrai o olhar para o alto; a horizontal provoca a impressão de repouso; já a curva nos dá a sensação de movimento. As linhas retas produzem uma sensação de tranqüilidade, de solidez, de serenidade; as curvas, de instabilidade,
graciosidade, alegria; a fina produz impressão de delicadeza; a grossa, de energia; a carregada, de resolução, violência; linha comprida, dá sensação de vivacidade; linha curta, de firmeza.

DIREÇÃO: Os contornos básicos expressam três direções visuais significativas. O quadrado, as direções horizontal e vertical; o triângulo, a diagonal; e o círculo, a curva. Cada uma dessas direções é uma valiosa ferramenta para a confecção de mensagens visuais. A referência vertical-horizontal constitui a referência primária do homem. A diagonal, ao contrário, é a força direcional mais instável e provocadora. As curvas têm significados associados ao enquadramento, à repetição e ao calor.

TEXTURA: A textura pode ser percebida tanto pelo tato quanto pela visão. Mas é possível que uma textura não tenha nenhuma qualidade tátil, somente ótica. Já quando há uma textura real, coexistem ambas as sensações. A maior parte da nossa experiência com as texturas é visual, e a maioria dessas texturas não estão realmente ali.

TRIDIMENSIONALIDADE: A representação de terceira dimensão depende da ilusão. Porque em nenhuma representação bidimensional da realidade, sejam desenhos, pinturas, fotografias, emissões de televisão, existe um volume real, ele está somente implícito. A ilusão se reforça de muitas maneiras, mas o artifício fundamental para simular a dimensão é a convenção técnica da perspectiva.

TOM: A luz rodeia as coisas, reflete-se nas superfícies brilhantes, incide sobre objetos que já possuem uma claridade ou obscuridade relativas. As variações de luz, ou seja, os tons, nos fazem distinguir o que está à nossa volta. Vemos o escuro porque está próximo ou se sobrepõe ao claro, e vice-versa. O tom é um dos melhores instrumentos de que se dispõe para indicar e expressar a tridimensionalidade dos objetos.

COR: é a mais eficiente dimensão de discriminação. É o elemento que tem mais afinidade com as emoções. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é o fundamento da expressão. Ela exerce uma ação tríplice sobre o indivíduo que recebe a comunicação visual: ela impressiona a retina quando é vista; provoca uma emoção, é sentida; e é construtiva, pois, tem um significado próprio, tem valor de símbolo e capacidade de construir uma linguagem que comunique uma idéia.

FONTES: A importância da escolha correta das fontes em uma composição é devido, principalmente, ao fato de que a sua aparência pode reforçar o conteúdo. A fontes podem fazer pelas idéias, o que as roupas fazem pelas pessoas. É a adequação à ocasião que faz a diferença. A grande maioria dos leitores não é conhecedora, nem foi informada de nada a respeito do uso de fontes. Mas é errado se supor que eles não irão responder ao uso adequado delas. Há diversos sistemas de classificação dos tipos. E eles são baseados geralmente nas suas origens cronológicas e geográficas ao invés do seu caráter visual. O mais importante é, então, um conceito global de design que desperte o interesse e sugira o valor do produto de um modo criativo e original. Deve-se objetivar a projeção de uma imagem consistente desse produto através de cada elemento gráfico que atinja o público. Agora, basta ter bom senso ao criar uma peça. Isso fará com que seu trabalho seja melhor visualizado, entendido e valorizado.

quinta-feira, março 15, 2007

Aula 06

Luz - segundo o grau de dispersão
Iluminação difusa ou suave: neste tipo de iluminação, a passagem entre a zona de sombras e luzes se dá de maneira gradativa, não marcando uma linha definida, mas uma zona de penumbra. O grau máximo de difusão acontece quando se usa a luz de maneira indireta, ou seja, apontada não para o assunto, mas contra uma superfície refletora que, quanto maior, relativamente ao assunto, mais difusão fornecerá; ou direta, transmitida através de materiais difusores, podendo ser tela, tecido, papel, plástico, que, também quanto maiores, darão mais difusão, se bem que nem tanto quanto a luz indireta.

Iluminação semi-difusa: a passagem se dá não tão suave como na anterior, mas também não tão dura como na seguinte... Para a utilização da iluminação semi-difusa, zona de penumbra curta, sombras intermediárias: utiliza-se sombrinha refletora, refletores parabólicos.

Iluminação concentrada ou dura
: neste tipo, a passagem deixa uma linha bem nítida. É conseguida mediante o uso de fonte de luz com cone, colmeia, fresnel, etc. Quanto mais pontual relativamente ao assunto for uma fonte de luz, mais dura será a iluminação.Para este tipo de iluminação concentrada, ausência de penumbra, sombras dura utiliza-se colmeia, cone, spot light.

sábado, março 10, 2007

Aula 05

Luz
A luz na fotografia é essencial, não só para que o processo aconteça, como também para criar climas, volumes e texturas. Surgindo do seu próprio nome (photo = luz - graphos = escrita) a luz é o principal elemento de todos os processos fotográficos e sua utilização não será possível se não for profundamente conhecida. Vamos, então, conhecê-la e defini-la.

Para uniformizar a linguagem, estabelecemos uma diferença entre dois conceitos:

Fonte de luz - É tudo que pode gerar energia dentro da faixa do espectro eletro magnético visível para o olho humano. Pode ser natural (estrelas, bioluminescência, o fogo) ou artificial (lâmpadas de qualquer tipo). Podem ser classificadas de acordo com vários critérios, como intensidade, formato, tamanho, etc.

Iluminação - É o modo de utilização de fonte ou fontes de luz, tendo em vista criar ou se adaptar a uma situação capaz de ser registrada por uma emulsão sensível. A iluminação envolve um aspecto de valorização subjetivo, relacionado com as intenções expressivas de quem a faz ou manda fazer. Podemos classificá-la, segundo seu direcionamento, em:

  • Luz lateral - É a luz que incide lateralmente sobre o objeto ou o assunto fotografado, e se caracteriza por destacar a textura e a profundidade, ao mesmo tempo que determina uma perda de detalhes ao aumentar consideravelmente a longitude das sombras criando muitas vezes imagens confusas.
  • Luz direta ou frontal - Quando uma cena está iluminada frontalmente, a luz vem por trás do fotógrafo, as sombras se escondem sob o assunto fotografado. Quando a fonte de luz é apontada sobre o assunto, utilizada sem quaisquer meios que modifiquem suas características originais, ou transmitida por meios que modifiquem suas características de difusão (sombrinha difusora, telas difusoras, etc). Este tipo de luz reproduz a maior quantidade de detalhes, anulando a textura e achatando o volume da foto.
  • Luz indireta - Quando a fonte de luz é refletida por superfícies que modifiquem suas características originais de transmissão e ou difusão (sombrinha refletora, rebatedores, etc).
  • Contraluz - É a luz que vem por trás do assunto convertendo-o em silhueta, perdendo por completo a textura e praticamente todos os detalhes.


Aula 04

Mensagem x Perspectiva
Dependendo da perscpectiva do objeto não é possível poder captar a mensagem pedida. Veja a seguir:
a-) "Rafting é um esporte onde a adrenalina corre solta!"












A primeira figura não demonstra toda a adrenalina pedida na frase-mensagem. Mostra um bote com algumas pessoas navegando tranquilamente em um rio. Na segunda figura, com o descer da corredeira, há a demonstração de emoção, ou seja, a adrenalina pedida na mensagem.

b-) "Futebol é talento, energia e graça!"












A primeira figura demonstra o esporte futebol, mas de forma violenta. Cadê o talento? Na segunda figura, está demonstrando de forma graciosa o talento do jogador expressada no esporte futebol.

c-) "Cafezinho bom!"













Neste último exemplo, é necessário ser um bom bebedor de café para poder definir o que é um café bom. Conforme experiência, cafezinho bom tem-se pelo cheiro, sabor e temperatura. Um café demonstrado de forma fria, não é um café bom. Na primeira figura, é demonstrado um café somente, sem a percepção de que este está quente. Na segunda figura, a melhor forma de demonstrar um cafézinho bom é aquele em que é servido na hora.

Portanto, com as demonstrações acima, fica fácil de exemplificar quando a mensagem é passada especificamente, ou quando a mensagem somente possui o tema geral.


Mensagem x Símbolo
Uma outra forma de demonstrar uma mensagem é através de símbolos significativos. Onde, de forma simples e clara, demonstre a mensagem. Os símbolos são muito empregados na sinalização de trânsito. Veja alguns exemplos:

a-) "Intersecção em círculo".




b-) "Parada obrigatória à frente".

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Aula 03

Qual o melhor aspecto?
O conceito visual do objeto que se deriva das experiências perceptivas tem 3 propriedades importantes: visão frontal, visão lateral e visão superior.

A rigor, só se pode representar o conceito visual de qualquer coisa que tenha volume num meio tridimensional. Se quisermos criar imagens sobre uma superfície plana, tudo que podemos esperar fazer é realizar uma tradução, isto é, apresentar algumas das características estruturais do coneito visual por recursos bidimensionais. Como exemplo, tente entender o desenho abaixo (observação, este desenho não foi considerado as informações de cores):

Este desenho refere-se a um mexicano usando um grande sombrero visto por cima. Mas, poderia ser qualquer outra coisa.

Informação Visual
A informação visual está expressa em qualquer tipo de comunicação, seja este um anúncio, uma fotografia, uma legenda ou um mapa. A informação visual é o objetivo do autor.
É necessário verificar todos os detalhes da foto para poder entender seu real objetivo, como direção, curvatura, claridade e posição espacial. Veja as fotos a seguir:







Figura 01: "O meu olhar..."

Fotógrafo: Paulo Medeiros











Figura 02: "Raio de luz"

Fotógrafo: Nuno Luis


















Figura 03: "Trancado"

Fotógrafo: Alysson Gomes da Silva













quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Aula 02

Orientação no Espaço
Que importância tem a orientação espacial? O que acontece quando se vê um objeto em um posição incomum?
A identidade de um objeto visual depende do esqueleto estrutural criado por ela. Dependendo do ângulo desse objeto pode não haver a identificação focal do objeto.V~e-se apenas que se desviou de uma posição mais normal.
A orientação espacial pressupõe uma moldura de referência. Veja um exemplo, em desenho técnico, aprende-se as perspectivas de um mesmo objeto para poder visualizá-lo com detalhamento. Veja o objeto:

Agora, o mesmo objeto visto de frente:

Visto por cima:

Pela lateral:

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Conteúdo


- Apresentação

- Orientação no espaço.

- Fundamentos básicos da composição.

- Elementos básicos da comunicação visual.

- Elementos da comunicação visual.

- Técnicas visuais.

- Tipologia e famílias tipográficas.